Bicicleta niveis equipamento

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012


Shimano, Inc. (TYO: 7309) é uma empresa multinacional japonesa, fabricante de peças para ciclismo e pesca.

Linha Shimano Ciclismo

Cross Coutry
  • Deore XTR - 27 marchas, top de linha da Shimano
  • Deore XT - 27 marchas
  • SLX (substituiu Deore LX) - 27 marchas
  • Deore - 27 marchas
Downhill/ Freeride
  • Saint - 27 marchas
Linha Passeio
  • Alivio - 24 marchas
  • Acera - 24 marchas
  • Altus - 24 marchas
  • Tourney - 21 marchas
Speed
  • Dura-ace/ Di2
  • Ultegra
  • Ultegra SL
  • 105
  • Tiagra
  • Sora
  • 2200
------------------------------------------------------------------------------------
* 2200 tem 8v atrás.

* Sora e Tiagra 9v. atrás.

* 105 em diante 10 v. atrás.

* no 2200 e no Sora, existe o botão lateral no sit, a orelhinha. do tiagra me diante é outro local o botão, embaixo da alavanca do manete de freio.
 
Segue a tabela de compatibilidade da Shimano:

Teste do selim

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Pontos de contato – traseiro x selim

(por Richard Paul Dunner): tirado deste site
Em vista dos problemas que a maior parte dos ciclistas enfrenta nos pontos de contato com a bicicleta e não tendo achado literatura a respeito em português, decidi escrever sobre o tema.
Os 3 pontos de contato com a bicicleta são:
1. Mãos com guiador
2. Traseiro com selim
3. Pés com pedais.
Estes são os pontos onde temos que prestar mais atenção e vale a pena fazer um investimento maior para garantir o nosso conforto.
Em uma primeira instância gostaria de me concentrar no contacto do traseiro com o selim.
Lembre-se, o ciclista de longa distância muitas vezes desiste em uma pedalada longa não porque não tem mais pernas, mas porque o traseiro está tão assado que não consegue mais sentar.
Veja na figura anexa os pontos de pressão medidos em um selim: vermelho = pressão alta, azul = pressão baixa.
Importante é uma distribuição de pressão em uma maior área e da forma mais uniforme possível. Isto, para eliminar os pontos de pressão alta = vermelho. Ideal seria um resultado gráfico somente de cores verdes e azuis = pressão baixa.

pressão medida no selim
Lembre-se, dormência ou dor são indicadores de algo errado. Significa que existem pontos de pressão que estão inibindo a circulação sanguínea, resultando em desconforto.
Portanto, a sua escolha do conjunto selim e bermuda são essenciais.

Selim
O seu traseiro é o ponto de contacto com a sua bicicleta com a maior pressão. Consequentemente tem que escolher o selim de tal forma, que distribua a pressão da forma mais uniforme possível. Não interessa, se a superfície é mole ou dura, importante é o formato.
Os parâmetros para a escolha são:
1. A distância entre os ísquios
2. O uso e, portanto, a posição.
3. O sexo
4. Características físicas individuais
5. Estilo de pedalar
6. Conclusões
Ísquios

Assometer (Specialized)

Distância entre os ísquios
O primeiro passo que deveria fazer é medir a distância entre os seus ísquios. Este fator define a largura do seu selim. O mais simples é sentar em um pedaço de papelão canelado. Com o peso do próprio corpo acabam aparecendo as marcas dos ossos nele. Pegue uma trena e meça de centro a centro das marcas.
A largura para uso de um selim se define partindo da crista dele. A medida  aproveitável é a distância onde alcançamos um afundamento máximo de um centímetro em relação a crista. Veja o desenho abaixo.
Cada vez mais fabricantes de selins produzem o mesmo modelo em diferentes larguras para ajudar na adaptação.
Um bom exemplo da aplicação deste principio são os selins Specialized, onde o mesmo modelo pode ser encontrado em ate três diferentes larguras.
Uso do selim
Dependendo da especialidade ciclística praticada os formatos são adaptados. Assim temos selins específicos para uso urbano, MTB, pista, estrada, triatlon, etc.
Em geral usam-se selins mais largos para ciclismo urbano e trekking devido à posição, mas erguida, selins mais acolchoados e arredondados na parte posterior para MTB devido necessidade de poder se movimentar para a parte posterior do selim em descidas, selins mais estreitos para prática de ciclismo de desempenho onde a aerodinâmica aumentaem importância. Temos então para cada especialidade um selim especifico.
Sexo
As diferenças físicas entre homens e mulheres são mais um fator. Devido às diferenças anatômicas, os selins masculinos são mais estreitos e compridos e os selins femininos mais largos e curtos.  Muitas marcas vendem hoje selins diferenciados tentando fornecer produtos específicos ao cada vez maior número de mulheres praticando o ciclismo. Um bom exemplo de selim feminino pode ser visto na foto abaixo: Selle Italia Lady Gel Flow.
Estilo de pedalar
Por último, dependendo da sua forma de pedalar, além das características físicas, o selim também tem que ser adaptado.
A empresa Fizik parte do principio que o selim deve ser adaptado à flexibilidade da espinha dorsal do usuário. Veja o site http://www.fizik.com
Fizik chegou à conclusão que tem basicamente três tipos de usuários:
1. Bull (Touro): Aquele que fica sentado em uma certa posição no selim e não muda muito de posição. Tem uma espinha dorsal mais rígida.
2. Cameleon (Camaleão): Aquele que se movimenta pouco de posição encima do selim. Tem uma espinha dorsal mais flexível que o Touro.
3. Snake (Serpente). Aquele que se movimenta constantemente encima do selim. Tem uma espinha dorsal muito flexível.
Baseado nesta teoria a Fizik define o formato do selim.
Assim, para o ciclista Touro foi desenvolvido o Fizik Aliante, que é mais largo e mais fundo no períneo. Exemplo: Andy Schleck.
Para o ciclista Serpente foi desenvolvido o Fizik Arione, que é mais estreito e comprido sendo quase completamente plano. Exemplo: Fabian Cancellara, um corredor com uma flexibilidade muito grande, que consegue parado, esticando-se, colocar a palma da mão no chão.
O ciclista Camaleão usa um selim que fica entre os dois modelos anteriores, o Fizik Antares. Exemplos: Ivan Basso e Vicenzo Nibali.
Conclusões para nos randonneurs
Independentemente de todos os fatores mencionados, caso tenha achado o selim onde se sinta confortável pedalando durante horas, seja um selim de MTB, trekking ou estradeiro, use-o.
Pessoalmente, prefiro selins de couro a selins de materiais sintéticos. Um bom selim de couro adapta-se melhor as características anatomicas do ciclista. Precisa de mais manutenção, por ser um material vivo, mas o conforto e maior.
No PBP 2011 por volta de 50% dos participantes usavam selins de couro. Usei para a prova um Brooks Swift (veja foto). Tenho usado este modelo para quase todos os Audax nos últimos anos.
Já usei um Brooks B17 Narrow mas não consegui me adaptar e vendi para um colega ciclista.
Os selins Brooks, com poucas exceções, necessitam ser amaciados pedalando, calculem 30 horas de uso para chegar ao resultado desejado.
Para uso urbano e para trekking comprei um selim Gilles Berthoud Aspin (veja foto). Estes selins franceses são pré-amaciados e no meu caso a adaptação foi imediata.
Entre os selins de material sintético, uso o Fizik Aliante (veja foto) na minha bicicleta de corrida, um selim leve e um pouco mais largo que, em muitos testes feitos na Europa, foi considerado um dos selins de alto desempenho mais confortáveis no mercado.

Bermudas, calças e bretelles para ciclismo
O melhor complemento para qualquer selim é uma bermuda, calça ou bretelle apropriados.
Esta é a peça mestre do guarda roupa de qualquer ciclista onde cada centavo aplicado vale ouro.
Pode prever, que a melhor bermuda com o melhor forro, depois de 200km vai ficar tão encharcada de sujeira e suor, que o tecido não vai absorver mais nada.
Nesta situação o tecido vira lixa e, com certeza, o seu traseiro vai ficar assado.
Chegamos então às seguintes perguntas:
1. Bermuda ou bretelle?
2. Forro?
3.Proteção?
Forro Assos            Forro Gore 
Gore OxygenGore Ozon 
Bermuda/bretelle
A primeira questão é, bermuda ou bretelle?
Pessoalmente, acho que por praticidade a bermuda é mais apropriada para nos randonneurs. É muito mais fácil de retirar ou trocar quando estamos a caminho.
Os argumentos que o bretelle fica melhor no lugar e mantem as costa protegidas são coisa do passado com uma bermuda de qualidade.
Lembrando da higiene, lave a sua bermuda depois de cada pedalada. Alias muito mais bermudas ficaram inutilizáveis por não lavar de que por lavar.
Forro
A bermuda escolhida tem que ter um forro de primeiríssima qualidade.
Entre as marcas com os melhores forros achamos Gore, Assos e Pearl Izumi. Estas marcas têm forros diferenciados tanto para uso em competição como em longas distâncias, modelos masculino e feminino.
Não é por nada que no PBP 2007 e PBP 2011 aproximadamente metade de todos os ciclistas usavam bermudas ou bretelles Gore e Assos.
O forro para longas distâncias em geral é mais grosso e mais comprido para reduzir a pressão nas áreas essências. Lamentavelmente, não existe hoje, em janeiro de 2012, uma marca brasileira com um forro apropriado para longas distâncias apesar de que falem que usam forros importados. Obviamente é uma questão de preço.
Proteção
Por último gostaria de falar de um item muito negligenciado devido a intimidade e machismo.
Todos nos ciclistas já ficamos alguma vez assados depois de uma longa pedalada e nos perguntamos como evitar isto na próxima pedalada.
Não existe outra, que CHAMOIS = pomada para reduzir o atrito com o selim.
Como exemplo, sei que o massagista dos ciclistas profissionais, que chegam a pedalar ate 40.000km por ano, usam não gramas, mas quilos de chamois por temporada.
O bretelle do ciclista profissional é preparado da forma seguinte:
Pega-se o bretelle com o forro visível, pega-se com a mão limpa uma mão cheia de chamois, joga-se diretamente em cima do forro, edistribuindo de forma uniforme. Entrega-se desta maneira ao ciclista para uso.
Em outras palavras, o ciclista sai sentado em uma banha de pomada para pedalar.
Observei que alguns participantes das provas colocam Hypoglos na bermuda. Hypoglos não é apropriado e deixa muita sujeira. Serve para assaduras já existentes e dificilmente vai ajudar a reduzir a fricção com o selim. Caso não tenha dinheiro para gastar em chamois, compre vaselina na farmácia, que é muito mais apropriado e barato.
Exemplo
Terminei a minha participação em PBP 2011, 1230 km, praticamente sem nenhuma assadura no traseiro. Larguei em uma banha de chamois e levei para a prova um pote inteiro de chamois da Assos. A cada parada no posto de controle (PC) ia para o toalete e aplicava mais uma camada abundante de chamois.
Quando fui tomar banho, o mais importante foi secar bem as partes em contato com a bermuda, pegar uma bermuda limpa e aplicar abundantemente chamois no forro desta antes de vestir.
Para o caso de assaduras levei uma pomada da Avène: Cicalfate, empresa francesa. Esta pomada, que também pode ser encontrada no Brasil, tem poder regenerativo. Em caso de pedaladas longas que causaram assaduras, é para ser aplicada nas partes afetadas depois de deixar a superfície seca e limpa. Isto é depois de um bom banho.
Na minha experiência, já após 1 hora da aplicação a melhora é nítida. Assim, antes de voltar a pedalar, aplique uma camada fina da pomada e coloque-se uma camada de chamois por cima. A pomada acaba tendo a função de uma segunda pele.
Lembre-se, como falam os ingleses, “last but not least” (finalmente mas não definitivamente), qualquer aumento de conforto em uma longa pedalada depende dos detalhes.

  -  Fiz hoje (19.Dez.2012) o teste para saber a medida do selim, na loja Movefree do Forum Sintra, e deu o seguinte resultado:
Medidas entre os ossos isquios deu 130mm (o tecnico disse que é normal) o que corresponde a um selim de 143mm.
Recomendaram-me os seguintes selins:

Clique para ampliarSPECIALIZED AVATAR COMP GEL.

(Design BG patenteado, com canal central para ajudar a manter o fluxo sanguíneo para artérias importantes, testado em laboratório. Almofada de média densidade em EVA super leve com enxertos de gel em pontos de maior pressão garantem conforto durante longas pedaladas. Base reforçada com carbono para maior durabilidade e eficiência para pedaladas de longa duração. Trilhos ocos em aço Cr-Mo, leves e duráveis. Capa em Micromatrix leve, forte e resistente a água. Tamanho 143mm/ Peso 294g)

Clique para ampliarSPECIALIZED PHENOM COMP GEL
(Design BG patenteado, com canal central estendido até a ponta do selim para ajudar a manter o fluxo sanguíneo para artérias importantes Espuma em poliuretano com apliques em gel para maior conforto em pedaladas mais longas. Base reforçada com carbono para maior durabilidade e eficiência para pedaladas de longa duração. Trilhos ocos em aço Cr-Mo, leves e duráveis. Reforços nos pontos de maior desgaste para maior durabilidade. Capa em Micromatrix leve, forte e resistente a água. Ponta do selim redesenhada para oferecer melhor suporte quando se pedala em subidas muito íngremes. Parte inferior da ponta do selim revestida com borracha macia para não incomodar ao carregar a bike no ombro. Tamanho 143mm/ Peso 274g)

Equipamento para nova epoca

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Foram cinco longos meses de paragem forçada (desde Julho), para tentar recuperar bem da fascite plantar que afectou os meus pés. Foi demasiada inactividade, evitei corridas e ciclismo,  carreguei muito desalento, mas agora sinto-me satisfeito por ter condições para regressar. Lamento-me apenas por ter desperdiçado a oportunidade de emagrecer, em vez disso acumulei  mais quatro quilitos, o que no inicio dificulta em muito a auto estima do corredor. É como ter uma sensação de inchaço.
A primeira decisão a tomar foi adquirir novo calçado, optando por comprar um número acima do habitual e com muito bom amortecimento. Depois de muita pesquisa na internet e com um orçamento apertado, tentei optar pelas escolhas que me garantissem alguma qualidade. Apresento-vos os meus novos companheiros, a quem eu espero fiabilidade e boa resistência, porque espera-nos dias ardúos de trabalho.
1.  Asics Nimbus 14 - Comprados no dia 28.Nov.2012 na casa Senna, negociado com o sr. Serafim pelo preço de 110€ (exprimentei-os no Corte Inglês, ao preço de 160€, e na Internet sempre mais caro que o valor comprado, incluindo os portes de envio). Tem as seguintes características: Tamanho 8 uk, Pisada Neutra, com 316gr e amortecimento máximo, é uma sapatilha para corredores que treinam grandes distancias com regularidade. Superfície: estrada.
Asics são conhecidos por seu conforto e durabilidade. Fiquei deslumbrado logo nos primeiros treinos que fiz com eles, simplesmente adorei.

2.  Adidas adistar Ride 4 - Comprado na Internet na loja Sportshoes uk, pelo preço de 74€ por estar descontinuado (o preço frequentemente dele está perto dos 120€). Demoraram cinco dias a chegar, mas penso que valeu muito a pena, o tempo dirá. Estes sapatos são de pisada neutra, tamanho 8 1/2, com muito bom acabamento. Fiz apenas uma corrida com eles, sensivelmente 11kms, e deixaram-me uma excelente impressão, nomeadamente pelo conforto, devido ao excelente amortecimento, e pela boa sensação que causa quando calçados.
A actual denominação Ride é um modelo de alta tecnologia, e a Ride 4 é um exemplo, para dar resposta ás necessidades dos corredores mais pesados que querem a máxima proteção. São umas sapatilhas de gama alta com máxima amortização.


3.  Asics Trabuco 14 - Comprados no Outlet da Asics no Freeport, pelo preço especial de 57€, já que estava descontinuado (50% do valor inicial), era a única cor disponível.Tem as seguintes características:  Tamanho 8 uk, pisada neutra, muito bom amortecimento. Adorei o primeiro treino em trail de 10kms, muito confortáveis, foi pena não terem a versão Gore-tex, já que entra agua, apesar de secarem em relativamente pouco tempo.Depois de nada menos que 14 edições, as Trabuco continuam a ser uma das sapatilhas favoritas de sempre dos aficionados de running off-road. A entresola foi rebaixada, permite um contacto total com o terreno, e uma pisada estável. Retirei de um blog de um atleta com alguma experiencia, a seguinte frase: "... voltaria a comprar uns Trabuco, pois são o que de melhor já encontrei em termos de equilíbrio entre conforto para o pé, aderência e durabilidade." e "... Os Trabuco são de facto um bom modelo para correr fora de estrada, o que não invalida que se utilizem em asfalto, já que são bastante confortáveis e algo macios, quando comparados com outros modelos de ténis para trail, nota que usar uns Trabuco em asfalto irá desgastar mais a sola, reduzindo o tempo de vida útil dos ténis."

4.  Spiuk ZS11M - Comprados na loja CCBikes, Estrada Nacional 249/4 ao km9.6 - Abóboda - São Domingos Rana. Preço negociado de 80€ com o sr. Carlos Siopa (ligeiramente acima dos valores na internet, mas quase idêntico quando acrescentado o valor dos portes de envio).Tamanho 8 1/2 uk, sapato com boa construção, embora algo pesados, mas com bom isolamento e respirabilidade. Gostei muito do primeiro treino com eles, mais tarde expressarei uma opinião mais esclarecida.
DESCRIÇÃO: As condições mais duras e difíceis são o seu habitat natural. A sua solidez, comodidade e excelente ventilação fazem com que o esforço que requer a competição em BTT não afecte os pés. O seu fecho micrométrico permite o ajuste imediato e preciso em qualquer momento.
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS:
Desenho sólido e elegante
Fecho micrométrico de precisão
Grande superficie ventilada em tecido HIGH FLOW 1
Cobertura em Airing Shell System
Ventilação na ponteira
Sola rígida de poliamida e fibra de vidro
Reforço interior no tacão
Reforços protectores de goma no tacão e ponteira

MTB High level.
Peso (Tamanho 42) 790 g

Noções sobre Trail Running

sábado, 8 de dezembro de 2012

O que deve saber antes de experimentar os trails
Até os corredores de trail mais experientes se vêm muitas vezes em sarilhos quando o terreno é imprevisível como nos trails. E agora que cada vez mais corredores estão a adoptar pelo “fora de estrada” é muito provável que os acidentes também aumentem. Ficam aqui cinco dicas para diminuir as probabilidades de ter problemas nos trails.
Mantenha-se contactável: quando esperimentar um novo caminho, vá com alguém que o conheça, leve um mapa, uma bússula, um telemóvel, um apito. Se for sozinho, informe alguém e dê-lhe um plano do percurso que tenciona fazer.
Pense em tempo, não em distância: terrenos difíceis e com desníveis podem duplicar o tempo que normalmente necessita para cobrir uma determinada distância em estrada. Considere portanto quanto tempo vai querer estar ausente. Os corredores de trail mais experientes demoram normalmente 1 hora para precorrer 10 km. Corredores pouco experientes deverão preparar-se pelo menos para o dobro do tempo.
Abasteça-se: leve comida consigo, mesmo em percursos curtos, para a eventualidade de ficar ausente mais tempo do que o esperado. Barras energéticas e saquetas de gel são bons porque são fáceis de transportar e de digerir. Os cardohidratos vão mantê-lo concentrado e ajudá-lo a correr. Mantenha-se também bem hidratado com frequência, em pequenas quantidades de cada vez. Para isso leve uma garrafa de água ou um pack de hidratação.
Tenha atenção ao clima: especialmente em altitudes mais elevadas, as temperaturas podem mudar com muita facilidade e as tempestades aparecer inesperadamente, portanto planeie tudo adequadamente. Mesmo no verão, os corredores mais “calejados” levam um boné e um casaco de inverno do tipo corta-vento, resistente à água e leve. Use protector solar, mas com cuidado para não aplicar demasiado, pois pode obstruir os poros e causar o seu sobre-aquecimento.
Treine os seus pés: habitue-se primeiro a correr em trilhos mais planos e fáceis, antes de partir para os mais ténicos. Utilize passadas mais curtas e rápidas do que na estrada, por forma a ser capaz de reagir. A sua passada no trail deverá rondar as 90 por minuto. Os ténis de estrada poderão resultar, mas os ténis específicos para trail têm mais tracção e protegem melhor o seu pé de rochas e raizes escondidas. 
Fonte:  Runner’s World 

Trail Running: dicas para a primeira corrida

Correr está na moda e ninguém o pode negar. No entanto, a modalidade de corrida já não trata só de corridas de estrada. Actualmente assiste-se a um número crescente de pessoas que optam por correr fora de estrada, no meio da natureza e mesmo em terreno montanhoso. A isto se chama de trail running, que atrai atletas de todas as categorias, incluindo atletas de elite. Só nos Estados Unidos, quase 6 milhões de pessoas correm regularmente em provas de trail running, um aumento de 36% nos últimos 5 anos. E outros 37 milhões de pessoas confessam correr fora de estrada algumas vezes por ano. Esta tendência crescente pelo trail running pode ser explicada pela componente espiritual ligada à experiência de correr fora de estrada, mas também pelo desafio físico num ambiente natural e sereno.
O trail running exige um leque mais abrangente de músculos que a corrida de estrada, sem as lesões dos movimentos repetitivos de impacto no pavimento duro. Tornozelos, anca, coxas e músculos abdominais, todos são requeridos para um maior equilíbrio. Abordar subidas e descidas desenvolve resistência e as subidas mais difíceis aumentam a capacidade de concentração.

Dicas para Trail Running

Aqui ficam algumas dicas para quem quiser ter sempre boas experiências no trail running:
  1. Correr alto! Correr, especialmente nas subidas, pode ser extenuante, mas se adoptar uma postura curva, o esforço será maior para os pulmões poderem fazer o seu trabalho. Nas subidas, concentre-se nos metros mais à sua frente e não nos seus pés. Se for necessário, caminhe um pouco, enquanto procura manter uma postura erecta. Até os corredores mais experientes caminham em subidas íngremes.
  2. Encurte a sua passada nas subidas. E apoie todo o pé, já que subir só nas pontas dos pés irá sobrecarregar os gémeos. Salte por cima de obstáculos. Manter-se em cima de rochas ou troncos não só é fatigante como pode ser perigoso.
  3. Solte-se nas descidas. Páre de travar e permita-se voar um pouco, abrindo os braços para ambos os lados. Mas tente não cair. Se perder o controlo, faça slalom de um lado para o outro, como se estivesse a esquiar. Não se incline para trás e não se apoie em demasia nos calcanhares para travar (já que garantirá uma bela queda de rabo no chão). Tente sempre aterrar rapidamente e suavemente.
  4. Planeie os seus movimentos. Veja o trail como um tabuleiro de xadrez. Planeie os seus passos nas lombas, buracos, areia suave e árvores caídas. Tudo antes de as alcançar.
  5. Concentre-se no tempo e não tanto na distância.
  6. Evite correr riscos. Corra sempre acompanhado ou informe alguém que vai correr para “tal” sítio e em quando tempo irá regressar. Abasteça-se e leve água, um casaco de protecção e o telemóvel. Quando for a passar por alguém mais lento, avise-o com antecedência com um grito e dizendo por que lado vai passar.
  7. Encontre o seu equilíbrio. As descidas escorregadias dirão de que material são feitas as suas pernas. Exercite-as bem nos intervalos entre provas com exercícios adequados.
  8. Atenção à orientação. As coisas podem parecer diferentes no mesmo sítio se estiverem em direcções opostas. Pare um pouco para verificar quando uma estrada se divide no local onde se encontra. Procure por sinais de trail e pistas, identifique as rochas, árvores ou monumentos no horizonte.
  9. Não deixe rasto. Mesmo durante as corridas, os atletas de trail running preocupam-se mais em guardar o seu lixo do que nas corridas de estrada, em que a limpeza está facilitada. Mantenha-se nos percursos marcados, não encurte os trilhos, evitando assim erosões desnecessárias.
  10. Sinta-se como uma criança novamente.
 Fonte: Active.com
 

Correr na encosta rochosa, na colina ou na montanha

Se quiser aumentar o desafio quando corre, pode experimentar fazê-lo na encosta rochosa, na colina ou na montanha. Tudo isto envolve correr em terreno sempre acidentado, traçar percursos e correr em subidas e caminhos que podem ser muito exigentes.
Antes de tentar correr em qualquer um destes terrenos é crucial que o seu nível de aptidão física seja bom. Mesmo que tenha obtido um tempo de 40-50 minutos numa corrida de 10 Km em estrada, tal não significa que esteja preparado para lidar com as exigências de correr nas encostas. É muito mais difícil correr neste terreno desigual do que na estrada, terá de subir alturas consideráveis e o clima pode afectar significativamente as condições.
No início pode testar a sua aptidão subindo e descendo uma colina a correr. De preferência, escolha um caminho que não tenha mais de 400 metros e não seja muito íngreme – convém conseguir ver o cume estando na sua base. Suba a colina a correr, inclinando-se um pouco para a frente enquanto avança. Se estiver sem fôlego quando chegar ao cume, pare, descanse e caminhe ou faça uma corrida leve para descer. Se conseguir subir a colina até cinco vezes numa sessão, esse é um bom indicador de que pode conseguir correr na encosta rochosa ou na montanha.
Embora possa praticar este tipo de corrida sozinho, é aconselhável juntar-se primeiro a um grupo, até porque os corredores com mais experiência neste tipo de terreno terão conselhos valiosos para dar. Também se recomenda a nível de segurança, pois as colinas, as encostas rochosas e as montanhas apresentam riscos acrescidos, que se enfrentam melhor em grupo.
 As vantagens
Apesar de ser difícil e exigente, subir este terreno a correr pode fazer-lhe muito bem. Exercita muitos dos músculos principais, fortalecendo-os praticamente do mesmo modo que os exercícios do ginásio – só que neste caso não está a executar exercícios individuais em regiões isoladas, mas sim a ter uma abordagem geral. Com o tempo, notará melhorias na força muscular, em especial na força das pernas, e correrá mais depressa quando treinar na estrada e em outras superfícies. As exigências de subir colinas a correr também darão um impulso extra ao seu sistema cardiovascular, o que fará com que se sinta mais saudável no geral.
 Eventos
Correr na colina é um desporto popular e muitos países promovem regularmente eventos como corridas na montanha e na encosta rochosa, proporcionando várias aventuras. Algumas corridas envolvem apenas uma pequena colina e demoram algumas horas, enquanto outras se estendem por vários dias e o terreno apresenta muitos mais desafios. Não se trata apenas de correr – também vai ter de encontrar o caminho pelas montanhas. Em alguns eventos há um percurso marcado, mas por vezes a experiência torna-se mais intensa se tiver de o descobrir por si mesmo.
 Problemas comuns
As colinas, as encostas rochosas e as montanhas apresentam riscos, até para corredores experientes. Eis algumas das queixas mais comuns:
Região lombar dorida – normalmente causado pela inclinação excessiva para a frente enquanto sobe ou desce uma colina.
Respirar depressa demais – normalmente causado por tentar correr depressa demais ou em passada excessiva. É uma questão comum quando corre numa subida íngreme, mas não queremos que a respiração e a frequência cardíaca acelerem depressa demais. Custa, mas tem de tentar controlar a respiração e inspirar profundamente em vez de superficialmente, o que o ajudará a subir.
Músculos do jarrete doridos – normalmente causado pela passada excessiva, portanto concentre-se no ritmo e procure manter a passada uniforme.
Músculos dos ombros e dos braços doridos – muitas vezes relacionado com a posição adoptada ao correr a subir, por isso tente não balançar os braços nem esticá-los muito para a frente.
Perda de ritmo – um cenário comum, especialmente a descer. Tente manter o seu ritmo, sem alterar a passada e resistindo à vondade de acelerar.
Quadricípites doridos ou inflamados – causado muitas vezes por ter de travar demais quando corre a descer, o que faz com que o trabalho destes músculos seja ainda mais árduo.
 Dica
Se for correr sozinho, lembre-se de levar um telemóvel e certifique-se de que avisa alguém acerca de uma situação inesperada ou de uma emergência.
Fonte: Corra pela sua saúde, Rachel Newcombe, Caracter Entertainment

Carlos Sá - a entrevista á RTP

sábado, 1 de dezembro de 2012

Este apontamento pretende fazer uma singela homenagem a este grande desportista, e um enorme orgulho português. Falado na primeira pessoa em entrevista passada na RTP no dia 25 Outubro de 2012, ver aqui

Trilhos na minha zona

Outras referências: