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Fitas de Cinesiologia – As fitas coloridas

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Conhecida no meio fisioterapêutico como Kinesio Tape, ou fita terapêutica, é uma técnica que, na verdade, não é nova, tendo sido criada há mais de trinta anos por Kenso Kase, Japão; trata-se de uma fita elástica desenvolvida com base na cinesiologia, o estudo do movimento. Esta técnica foi desenvolvida através da hipótese de que os músculos e outros tecidos poderiam ser influenciados por um contato externo.
As fitas não têm nada de medicamentoso, isto é, não vêm impregnadas com nenhuma substância analgésica. São fitas elásticas adesivas hipoalergénicas, feitas de material poroso, não têm função de imobilização e podem expandir até 130% do seu tamanho, só crescendo no sentido longitudinal. As fitas actuam fazendo estímulos elásticos na pele que são transmitidos às camadas mais profundas, promovendo uma ligeira tração na área onde for aplicada. A fita mantém a comunicação com os tecidos mais profundos através de mecanorreceptores encontrados na derme e epiderme.
 

A fita é aplicada com diversos objetivos:

• Diminuição da dor e da sensação de desconforto;
• Promover suporte durante a contração muscular;
• Diminuir a congestão do fluxo linfático;
• Diminuir o extravasamento sanguíneo para o subcutâneo;
• Ajudar na correção de desvios articulares;
• Promover auxílio na contração muscular.
Este tratamento, preventivo ou curativo, não é algo «milagroso», tendo as suas limitações; poder-se-á encarar como mais uma ferramenta no meio desportivo, pois melhora a performance, acelera o retorno à prática desportiva e não se regista que prejudique. A ação placebo associada à utilização desta fita também existe e, como qualquer tratamento, deverá ser feito por um profissional habilitado, destacando-se os fisioterapeutas e ortopedistas.
Existe uma técnica específica para a colocação das fitas e que podem variar não só com a articulação como também com o objetivo a ser atingido. Exemplificando: aplicando no sentido da origem para inserção do músculo, dá mais suporte muscular e ajuda na contração; aplicando da inserção para a origem, ajuda a relaxar o músculo e melhora lesões musculares. Podem ser aplicadas em «, em «, em « ou «teia de aranha» (ver fotos).
 
A fita pode ser usada durante ou após os treinos e dura até cinco dias, mesmo que seja molhada no banho. A título de referência, algumas marcas existentes no mercado são: Nitto Denko, Temtex, KT Tape, Kinesio Tex Gold, 3NS Tex e Mueller.
Por fim, destaca-se o modo de aplicação desta fita em algumas lesões comuns em corredores.

a) Tendinite do Tendão-de-Aquiles (Proteção do tendão do uso excessivo).

1. Cortar um pedaço de fita medindo do topo da panturrilha à sola do calcanhar. Arredondar as pontas com a ajuda de uma tesoura;
2. Flexionar o pé. Ainda com a folha protetora colada à fita, colocar uma ponta da tira na sola do calcanhar. Pressionar o dedo na fita, na parte superior do tendão-de-Aquiles (alguns centímetros acima do tornozelo);
3. A partir do topo da fita, cortar a tira ao meio na vertical até onde ficou a marca do dedo;
4. Remover a folha protetora da parte não cortada da fita. Colar a fita na sola do calcanhar e, com o tornozelo flexionado, esticar colando no tendão-de-Aquiles.
5. Remover a folha protetora das partes cortadas da fita e colar (sem esticar) nas partes externa e interna da panturrilha, formando um “V”.

b) Fascite plantar (Apoio ao arco do pé para aliviar a dor).

1. Cortar um pedaço de fita suficientemente longo para ir desde a parte de trás do calcanhar até um pouco antes dos dedos do pé, no metatarso. Não remover a folha protetora;
2. Cortar a fita na forma de «quatro dedos», sem cortar alguns centímetros em uma das pontas, que servirá para cobrir o calcanhar;
3. Cortar outro pedaço de fita suficientemente longo para cobrir o metatarso e arredondar os cantos com a ajuda de uma tesoura;
4. Retirar a folha protetora da fita que não foi cortada e colocá-la atrás do calcanhar. Flexionar o tornozelo e puxar os dedos dos pés para cima com a mão. Retirar a folha protetora correspondente aos dedos, uma de cada vez, e colar ao longo da sola do pé de maneira uniforme, sem esticar a fita. Retirar a folha protetora da segunda tira e colar no metatarso para apoiar os dedos.

c) Joelho de corredor (Diminuição da tensão sobre o tendão patelar).

1. Cortar 10 centímetros de fita, arredondar os cantos e remover a folha protetora;
2. Segurar as pontas da fita nas duas mãos, esticando o meio da fita e colar logo abaixo da patela/sobre o tendão patelar;
3. Alisar os cantos da fita de encontro à pele.

d) Canelite (Alívio da inflamação nas canelas).

1. Cortar um pedaço de fita de 30 a 45 centímetros, arredondar todos os cantos e remover a folha protetora;
2. Flexionar o pé. Colar uma ponta da fita junto ao dedo mindinho. Passar a fita na sola, no ponto mais alto do arco e em volta da parte de cima do pé. Em seguida, levar a fita até a frente da canela;
3. Cortar 15 centímetros de fita com largura de 3 centímetros, colando uma ponta da fita sobre a fita existente no lado externo do pé, flexionando-o e colar a fita firmemente sobre o arco.
Fontes:Dr. Fabio Costa CREMEB 15998 TEOT 8421

Dor no joelho

domingo, 5 de janeiro de 2014

Vou deixar aqui uma questão que me colocam com muita frequência.
Mesmo não sendo eu médico, deixo aqui a resposta possível.

"Queria pedir uma opiniao como profisional que és!
Ao andar de bicicleta ao fim de 2 horas ou menos começo com dores nos joelho enorme, já acertei as alturas da bike e mesmo assim continuam, há já umas semanas estou a tomar cartilagem de tubarão. Achas indicado?
Actualmente essas dores nos joelhos continuam diariamente. Também faço ginasio para complementar o btt! Pela tua experiencia que aconselhas?
OBRIGADO"
.................................................................................................................................................................
Resposta:
Em que zona do joelho de dói?
Primeiro deverias saber que tipo de lesão tens com um diagnóstico feito por um médico especialista (ortopedista).

Se te dói à frente (tendão rotuliano), tens que verificar a medida do recúo do selim. Possivelmente terás o selim demasiado para a frente, ou então o selim demasiado baixo.
Se te dói atrás, poderá ser o selim demasiado recuado ou então muito alto. Se a dor é lateral, poderão ser os cleats (encaixes dos sapatos) que estão desajustados.
Cartilagem de tubarão será indicado para o desgaste das cartilagens. Mas não sei se é esse o problema que tens!
Poderá ser tendiníte (tendões), ou alguma bursite (inflamação nas bursas), ou condromalacia, ou outro problema qualquer.
Mas atenção, se te doem os joelhos há certos exercícios de ginásio que não deverás fazer. Agachamentos, por exemplo.

Vitor Gamito

Prevenção do Tendão de Aquiles

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013


 Nos atletas, o “Tendão de Aquiles” pode ser verdadeiramente um “ponto fraco”, um entrave mesmo. Se logo no início, os sintomas da tendinite não forem tomados em consideração, eles poderão tomar uma forma persistente. Por consequência, siga o velho adágio: “é melhor prevenir que curar”. Já foi perfeitamente demonstrado que os atletas informados e experientes estão muito menos sujeitos aos dissabores - menores ou sérios – que podem sobreviver durante um esforço muito prolongado e constante. Propomos aos amadores de provas pedestres dez truques para permitir ter os “Tendões de Aquiles” muito sólidos.
 1- Evitar a fadiga
Em 60% dos casos, os problemas do “Tendão de Aquiles” são o reflexo de erros durante o treino.
A fadiga está relacionada com um aumento. súbito ou prolongado do esforço: 
- Progressão muito rápida (sobretudo depois de uma primeira lesão ao nível das pernas).
- Percursos muito compridos.
- Corridas repetidas, difíceis, com períodos de repouso muito curtos.
- Modificações brutais ao ritmo de treino.
- Terrenos acidentados, subidas e descidas pronunciadas, superfícies difíceis (solo duro, areia, lama, cascalho). Para evitar qualquer tipo de sobrecarga é necessário aumentar progressivamente a distância percorrida, sem ultrapassar 10 a 15% a mais em cada mês.
2 – Amortecer os choques
É absolutamente necessário diminuir o peso do corpo. Fora da marcha, o ataque do calcanhar determina umimpacto próximo de 80% do peso do corpo. No jogging, este contra embate plantar corresponde a uma força três a cinco vezes o peso do corpo, segundo o perfil, a natureza do terreno e certamente, o peso do atleta. O impacto do pé sobre o solo é absorvido em parte pelos sapatos (de acordo com a qualidade destes).
Ele é, apesar disso, transmitido às pernas e às costas. Assim, à mínima anomalia mecânica (pé enfraquecido, perna mais curta) que na marcha passará totalmente despercebida, pode-se transformar no momento da corrida, numa verdadeira lesão.
Por conseguinte, o atleta pode:
• procurar palmilhas anti choque (sorbothane, por exemplo).
• calçar exclusivamente sapatos específicos e adaptados ao tipo de pé.
3 – Corrigir as anomalias morfológicas
Deve consultar um podólogo especialista que poderá detectar e corrigir:
- Um pé com enfraquecimento interno da abóboda  plantar (pé chato);
- Um pé abobado, rígido (pé côncavo);
- Um joelho varo (pernas em parêntesis);
- Um joelho valgo (ioelhos metidos para dentro-ou em X);
Para esta anomalia, é necessário lembrar que, para além de um treino de dez quilómetros, seguindo a amplitude da passada do atleta (menos de um a mais de três metros e meio), o contacto com o solo é mais ou menos brutal, de 1.500 a 6.250 vezes, o que significa que a menor diferença será certamente aumentada no total do percurso. Quando alguém pensa: se o encurtamento é de dez milímetros, a “queda” do lado mais pequeno esperará mais 15 a 63 metros!
 4 – Os estiramentos
A perna está envolvida por dois grupos musculares: atrás, os músculos da barriga da perna, extensores, terminando no ”Tendão de Aquiles”; à frente, os músculos pré-tibiais, flexores. A corrida tende a fortificar os músculos extensores posteriores à custa dos flexores anteriores. Esta característica favorece o rompimento dos músculos fortes (posteriores) e o enfraquecimento dos músculos fracos (anteriores).
A prevenção destes acidentes passa pelo reforço (musculação) dos flexores e estiramento dos extensores. Daí, o interesse confirmado pela experiência, de efectuar antes e depois de cada treino, um programa de exercícios progressivos da extensão dos “Tendões de Aquiles”. Exemplo de um exercício: o atleta está de pé em frente a uma parede ou uma árvore (a um metro de distância, a fim de poder segurar-se em caso de queda), depois, sem deslocar os calcanhares nem dobrar os joelhos, ele inclina-se em frente até experimentar uma sensação de estiramento dos músculos da barriga, sensação que deve ser moderadamente intensa, sem ser dolorosa. A posição é mantida durante dez segundos, depois o exercício é repetido cinco vezes.
5 – Aquecimento
O aquecimento está na base de um desporto sem riscos se os construtores de carros nos dizem que eles não têm necessidade de “fazer aquecimento”, os motores de hoje, os ”mecânicos” do corpo humano asseguram que ele é indispensável antes de um esforço físico prolongado.
Um quarto de hora antes da partida de uma prova ou durante os primeiros 15 minutos do treino do atleta, devem aquecer-se o conjunto dos músculos efectuando um curto passeio em velocidade rápida ou correndo lentamente, efectuando sempre movimentos de braços, saltos e abaixamentos. O ritmo da corrida deve ser aumentado progressivamente, para que a adaptação se faça lentamente. No inverno, quando começa o frio, neste período de preparação que se pode efectuar numa sala, é necessário proteger os tendões do frio, com meias de lã e polainas. Com efeito, o frio húmido reduz o calibre das pequenas artérias e diminui a vascularização já pouco importante do tendão.
6 – Moderar a musculação
Solidário do músculo, o tendão não tira vantagem deste e a sua “força” é a mesma, qualquer que seja o treino. Ele não se pode “muscular”. Esta disparidade não existe sem inconveniência para o tendão, especialmente logo que o músculo fica muito forte para um tal “cabo de transmissão”.
7 – Consultar o seu dentista
Um foco infeccioso ou amigdaliano pode ser responsável pela tendinite. A circulação do sangue é um circuito seguro compreendendo o aparelho dentário. É certo que se o sangue encontra uma infecção dentária, ele pode-a transportar para qualquer parte do corpo.
8 – Aumentar a sua ração de água
Admite-se que no desportista, é necessário que cada caloria alimentar seja coberta por um mililitro de água. No período de treino, as necessidades elevam-se a 3.500 calorias por dia, pelo que são necessários três litros e meio de água. Metade é levada pela alimentação, pelo que se deve beber dois litros de bebidas por dia (água lisa ou águas minerais). Um estudo mostrou de forma significativa que em 80% dos casos, os desportistas tocados por uma inflamação tendinosa, tinham uma ração hídrica inferior a um litro.
9 - Consumir menos carne
A ração em proteínas (carne, peixe, etc) não deve ultrapassar 13% do total da ração diária. Este conselho dirige-se sobretudo aos desportistas cujo ácido úrico sanguíneo ultrapassa os valores considerados como aceitáveis. É conveniente não comer a cada refeição grandes porções de carne ou peixe, pensando como os “antigos”, que as proteínas e, em particular as das carnes vermelhas, têm propriedades dopantes. Na antiguidade, a carne de cabra Uma ração de uma grama de proteínas por quilo é suficiente. Não se deve ultrapassar 200 gramas de carne por dia e deve-se substituir, três ou quatro vezes por semana, cem gramas de carne por dois ovos.
O leite, o queijo e os ovos são as proteínas animais a escolher prioritariamente. O esforço da corrida, treinando uma acidificação das urinas, associado a uma desidratação, determina uma diminuição da eliminação urinária do ácido úrico. Esta “insuficiência” favorece um pouco, mas muito moderadamente, a dor tendinosa. De notar que o café não é certamente a melhor técnica para reconstruir o seu capital hídrico. Por um lado, contém (purinas), um composto azotado em que a degradação termina no ácido úrico, que como  acabamos de ver, não é particularmente recomendado para os tendões, e por outro lado, possui uma crescente acção diurética favorecendo a eliminação de água na bexiga.
Sempre pelo mesmo motivo, desde o fim do esforço, uma boa hidratação é necessária para compensar as perdas devidas à transpiração, mas também para eliminar as toxinas. A ração de proteínas, sobretudo de carne vermelha, será suprimida da refeição de recuperação, sobretudo se o percurso ultrapassar uma hora, a fim de limitar a acumulação dos detritos responsáveis “das intoxicações”.
Velhos grandes campeões, especialistas de esforços prolongados como Paavo Nurmi, não comiam nunca carne. Numa recente maratona de New York, um inquérito revelou que nos doze primeiros, mais de metade eram vegetarianos.
Fonte: Revista Atletismo

Paragem forçada : Lesão anunciada

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

A inactividade que tem tido este blog é consequência da pouca actividade realizada. No entanto, existe uma razão. Estes últimos três meses tenho manifestado algumas queixas com dores na planta do pé, mais evidentes no pé esquerdo, sempre que executo qualquer actividade de corrida ou bicicleta. Fico com um ardor muito acentuado, e com muitas dores no calcanhar quando apoio o pé no chão.
Durante este tempo procurei dar mais descanso, só quando me sentia melhor é que fazia uma corrida, mas muito esporadicamente. Sofria muito. Até ao dia de ontem. Farto desta situação consultei um fisioterapeuta, neste caso o Luís Ribeiro da Clínica Fisiogaspar. Pessoa muito informada, fez o diagnóstico e deu-me um plano de tratamento, e decidimos optar pela compra de umas novas palminhas personalizadas para evitar maior tensão sobre o arco do pé. Sugerio que o melhor método para já  é evitar fazer esforços com o pé,  para evitar tensões que vão sobrecarregar a zona inflamada, podendo optar pela natação como uma boa alternativa.Ao fim de um mês faremos o ponto da situação.

Diagnóstico: FASCITE PLANTAR 

Fascite ou fasceíte plantar é uma inflamação na “sola do pé”.  Que pode ocorrer devido à sobrecarga decorrente de caminhadas e corridas intensas, o tipo de pisada também é um factor desencadeador dessa inflamação (pés com pisada para fora e pés com pisada para dentro) e pessoas com excesso de peso também podem sofrer desse mal.
A fascite é muito comum em atletas, devido ao excesso de treinamentos. Essa inflamação causa dores no calcanhar e na planta do pé ao andar, principalmente após ter ficado um longo período parado, sentado ou deitado.
Esse tipo de dor pode ser comparado a uma agulhada, uma pontada que lateja na região, além de rigidez no local da dor.
De acordo com o ortopedista, Dr. Marcelo Nogueira Silva, o tratamento indicado é essencialmente conservador, com fisioterapia, gelo local, anti-inflamatórios, repouso, mudança de calçados e principalmente alongamento da panturrilha e da fáscia plantar. Esse tratamento costuma dar bons resultados em 70% dos casos, em três meses. O tratamento dos casos mais graves pode durar até seis meses e caso não haja uma melhora deve se recorrer à cirurgia.
Para prevenir é importante manter o peso ideal, usar calçados apropriados para a pratica esportiva, fortalecer a musculatura, aquecer bem antes dos treinos e realizar alongamentos na região.

Dicas de alongamentos e massagem

1 - Sente-se em uma posição confortável de maneira que consiga segurar o pé e puxar a ponta, a fim de estender a planta do pé. Mantenha a posição por 30 segundos e troque de perna. Repita esse procedimento três vezes em cada perna.
fascite  







 2 - Sente-se com as pernas estendidas ou levemente flexionadas, puxe as pontas dos pés e segure. Mantenha a posição por 30 segundos. Repita esse procedimento três vezes.
fascite










   
3 - Apoie as mãos na parede, na altura dos ombros e os pés apontados para frente. Coloque uma perna para trás apoiando o calcanhar no chão. Dobre a perna da frente lentamente, mantendo o joelho da perna de trás esticado e a planta do pé totalmente encostada ao chão. Mantenha a posição por 30 segundos e troque de perna. Repita esse procedimento três vezes em cada perna;
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4 - Coloque uma bolinha em baixo do pé e faça movimentos suaves para frente e para traz, a fim de massagear a região. Movimente durante 1 minuto em cada pé. Repita o procedimento 3 vezes.

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Karinne Marques – Equipe Atletes

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Causas

A Fasceíte plantar é resultado de uma desordem nas fibras da aponeurose plantar, causada possivelmente por anormalidades anatómicas e uso excessivo. Outros factores podem estar associados a mesma, tais como: a falta de flexibilidade do arco longitudinal da facia plantar e a rigidez das musculaturas da pantorrilha, assim como o uso de calçados inadequados e o aumento do tamanho do passo durante[3] a caminhada ou corrida, já que é uma anomalia comum entre corredores.

Fatores de risco

  • Corridas de longa distância.
  • Calçados inadequados à curva do pé ou frouxos.
  • Obesidade.
  • Permanência por longos períodos em pé.
  • Danças, incluindo especialidades como o ballet e danças aeróbicas.[4]  

Os possíveis tratamentos 

Manuais e Caseiros

  • Alongamentos de panturrilha normalmente têm uma participação na fáscia plantar. Exercícios com panos e bolas de tênis podem cooperar com o alongamento da fáscia.
  • Repouso.
  • O uso de fitas desportivas[7]. Com o auxílio de fitas apropriadas - do tipo adesivo - há uma maior protecção da fáscia plantar que auxilia na recuperação. A fita tem resultado porque ao ser posicionada em certos lugares elimina a tensão que provocou a inflamação. Na maioria dos casos apresenta melhora imediata sendo, entretanto, desapropriada se houver envolvimento nervoso.
  • Gelo (crioterapia) é recomendado às lesões agudas, recentes. A água quente (termoterapia) é recomendada às lesões crônicas, antigas e reincidentes. O gelo é analgésico e anti-inflamatório. O calor normalmente incomoda a maioria dos pacientes de Fasceíte plantar, apesar de ser o recomendado. O gelo pode ser mais eficiente. O procedimento é aplicar o gelo até não sentir a sola do pé, cuidando para prevenir queimaduras de frio.
  • As palmilhas ortopédicas ou órtese melhoram substancialmente a dor. Mas não a cura. São chamadas de órteses, feitas sobre medidas, mas acha-se facilmente em lojas de podologia. Elas influenciam na pisada. A menos que você saiba exactamente se seu pé é valgus (pronado) ou supinado é aconselhado consultar o ortopedista. Este irá aplicar testes visuais ou aparelhos como o podobarómetro.
  • Anti-inflamatórios somente servem em caso de início de inflamação. Normalmente, não vêm ao caso.
  • Um método que é pouco utilizado e visto como antigo é a utilização dos "splints", são aparelhos que mantêm o tornozelo em 90° para manter a musculatura posterior da perna e a própria fáscia alongada durante à noite.
  • Crochetagem é uma nova técnica manipulativa, desenvolvida pelo fisioterapeuta sueco Kurt Eeckman, colaborador do Dr. James Cyriax age também no tratamento da membrana. A técnica baseia-se na utilização de ganchos ou "crochets", que são utilizados na quebra das aderências do sistema músculo-esqueletico. Divide-se em três fases sucessivas: Palpação digital, palpação instrumental e fibrólise. Há ainda, a técnica perióstea a drenagem. Seu objectivo principal é o rompimento de pontos de fibrose, geralmente causados pela acumulação de cristais de oxalato de cálcio nos planos aponeuróticos, causando irritação. A fibrólise consiste em uma tracção complementar, realizada com a mão que segura o gancho, ao final da fase de tracção instrumental. Essa fase corresponde ao tempo terapêutico. A palpação digital consiste em uma espécie de amassamento digital, realizado com a mão esquerda, que permite um delineamento da área a ser tratada. A palpação instrumental, realizada com o gancho que melhor se adapte a estrutura a ser tratada, serve para a localização precisa das fibras conjuntivas aderentes e os corpúsculos fibrosos, e é realizada colocando-se a espátula do gancho junto ao dedo indicador da mão esquerda.[8][9][10]